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1 23/02/2024 11:04

Resultados revelam que os índices são mais elevados entre os indígenas

Um estudo realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que o Brasil registrou mais de 147 mil casos de suicídio entre 2011 e 2022.

Durante esse período, houve um aumento de 3,7% nos casos de suicídio, totalizando 147.698 ocorrências, e um aumento de 21,13% nas automutilação, totalizando 104.458 casos.

O estudo, publicado no periódico The Lancet em 15 de fevereiro, define a automutilação como um comportamento no qual os indivíduos buscam aliviar o sofrimento psicológico por meio de ferimentos físicos, os quais, com o tempo, podem desencadear tentativas de suicídio.

Essa é a primeira vez em que dados relacionados a ambas as ocorrências, bem como as internações associadas a elas, foram analisados no Brasil.

Indígenas

Os resultados revelam que os índices de suicídio são mais elevados entre os indígenas. Essa população lidera tanto os índices de suicídio quanto de autolesões, apesar de registrar menos hospitalizações. Essa disparidade aponta para uma lacuna na assistência e suporte em saúde mental.

Aumento entre jovens

As notificações de automutilação e as hospitalizações foram mais frequentes entre os jovens, na faixa etária de 10 a 24 anos, enquanto as taxas de suicídio foram mais altas entre os idosos e adultos. No entanto, é preocupante observar que as taxas de suicídio entre os jovens estão aumentando, refletindo as tendências globais.

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