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1 09/12/2023 17:14

Da Redação 12 minutos e 36 segundos atrás0 Comentários
Artigo foi publicado no Malaria Journal

Um estudo realizado pela Fiocruz Amazônia, em colaboração com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento, revelou a relação entre a coloração dos rios amazônicos e a incidência de malária.

A pesquisa, liderada pela pesquisadora Fernanda Fonseca, vice-chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi/Fiocruz Amazônia), aponta que as localidades próximas a rios de água preta apresentam uma maior incidência da doença em comparação com rios de águas brancas.

Os resultados do estudo, publicado no Malaria Journal, indicam que a coloração escura dos rios, como no caso do Rio Negro, favorece a proliferação do mosquito Anopheles darlingi, transmissor da malária. A pesquisa analisou dados de 50 municípios do estado do Amazonas, utilizando imagens de satélite do Google Earth

Os resultados do estudo, publicado no Malaria Journal, indicam que a coloração escura dos rios, como no caso do Rio Negro, favorece a proliferação do mosquito Anopheles darlingi, transmissor da malária. A pesquisa analisou dados de 50 municípios do estado do Amazonas, utilizando imagens de satélite do Google Earth, dados do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH), e informações do Sistema de Vigilância Epidemiológica de Malária (Sivep-Malária), do Ministério da Saúde.

A pesquisadora destaca que a pesquisa não apenas oferece uma visão inédita sobre a relação entre a coloração dos rios e a incidência de malária, mas também contribui para identificar locais com maior risco de transmissão da doença. O estudo abrangeu áreas heterogêneas do estado do Amazonas, proporcionando uma análise abrangente das diferentes cores dos rios na região.

Os rios na Amazônia possuem distintas características químicas devido à geologia, vegetação, presença de organismos em decomposição e ao clima. A análise dos dados de incidência de malária, entre 2003 e 2019, revelou que a probabilidade de ocorrência da doença é significativamente maior nos rios de águas pretas, como o Rio Negro, em comparação com rios de águas brancas e mistas.

Os resultados do estudo podem ser essenciais para um planejamento mais preciso de ações de controle da malária na região amazônica. "Nossos resultados podem ser extrapolados para regiões com características sanitárias e hidrológicas semelhantes às observadas na Amazônia brasileira", destaca Fernanda Fonseca.

O estudo também ressalta a preocupação com a situação epidemiológica da malária na região amazônica, destacando desafios como a falta de dados confiáveis, estratégias adaptadas localmente e a vulnerabilidade de grupos em áreas remotas. A pesquisa propõe uma abordagem inovadora, integrando expertises de cientistas de diversas áreas, e destaca a necessidade de medidas específicas para lidar com os desafios da malária na região. 

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