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1 20/11/2019 11:50

O repórter Jairo Silva Junior, da Rádio Transamérica de Curitiba, foi detido pela Polícia Militar de Santa Catarina na noite de hoje (19), durante a transmissão que fazia do empate por 1 a 1 entre Criciúma e Paraná, no estádio Heriberto Hulse. Os policiais decidiram retirá-lo do campo e conduzi-lo a uma sala fechada após ver o jornalista registrar agressões dos militares a funcionários do time paranaense.

Jairo ainda teve o celular apreendido pela Polícia durante a confusão em meio ao jogo da 37ª rodada da Série B do Brasileiro. O profissional foi liberado após mais de uma hora de detenção. De acordo com a família, a PM catarinense justificou que há uma lei estadual que proíbe filmagem de ações policiais. A justificativa entra em choque com o artigo 220 da Constituição Federal, já que o repórter estava identificado e se apresentou como jornalista.

No momento da detenção, jogadores, comissão técnica e funcionários do Paraná reclamavam com a arbitragem por conta do gol de empate do Criciúma, aos 41 minutos do segundo tempo. Jairo presenciou uma agressão ao assessor de imprensa do Paraná, Irapitan Costa, e registrou o momento.

A Abert - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão divulgou uma nota de repúdio sobre o ocorrido. Confira abaixo: 

"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia, com veemência, a ação da Polícia Militar de Santa Catarina contra o repórter Jairo Silva Junior, da Rádio Transamérica de Curitiba (PR), durante cobertura do jogo entre Criciúma e Paraná, no estádio Heriberto Hulse, em Criciúma (SC). Ao registrar as agressões por parte de policiais militares a funcionários da equipe do Paraná, Jairo foi detido e conduzido à delegacia e teve o aparelho celular apreendido. 

Nada justifica a agressão a um repórter que está devidamente identificado como imprensa e no exercício da profissão. A plena liberdade de informação jornalística está garantida na Constituição Federal e não pode, em qualquer circunstância, ser desrespeitada. 

A ABERT pede às autoridades locais a apuração dos fatos e punição dos responsáveis.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão"

A PM de Santa Catarina divulgou uma nota para dar sua versão sobre o ocorrido. "Durante a noite do dia 19.11.2019, no Estádio Heriberto Hülse, durante partida entre Criciúma X Paraná, um supervisor da CFB solicitou apoio da Policia Militar para auxiliar na retirada de um membro da comissão técnica do Paraná Clube que estaria em local proibido. Realizada a intervenção, o membro da comissão técnica negou-se a sair do local, mesmo após pedidos do supervisor CBF, tumultuando os trabalhos no local. Assim, contra ele foi confeccionado um Termo Circunstanciado. Ainda na mesma ocorrência, um jornalista, mesmo ciente de que não poderia realizar filmagens no interior do Estádio, passou a realizar imagens, sendo este fato também apontado pelo supervisor da CBF como irregular. Os celulares dos envolvidos foram apreendidos no Termo Circunstanciado, os quais servirão futuramente como meio de prova, por conta das imagens neles arquivadas. Após lavrado o Termo Circunstanciado, os envolvidos foram liberados no local", disse o comunicado com base em informações de policiais da 6ª Região da Polícia Militar (RPM) / 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Estado.

Com informações do UOL

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